segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Bienal para crianças da era digital

Várias atrações diferentes para os pequenos
por: Mayra Corrêa*

Foto: Mayra Corrêa
Nada melhor para incentivar a leitura que um computador, certo? As mães discordam, mas inúmeras áreas interativas mudaram a visão de várias crianças esse ano. Na Bienal do livro, além das leituras de livros, as crianças do século XXI sentiram em casa. Ou no mundo da internet, melhor dizendo.
Cristiane da Costa levou seu filho para o evento apesar dele não gostar muito de ler. A mãe, que é professora, lê de tudo e acha que o evento estava inspirando o leitor que havia no pequeno. Eles aproveitaram tudo apesar dela não ter gostado da organização da Bienal esse ano, que, segundo Cristiane, deixou tudo muito tumultuado e foi pior que nos anos anteriores. Marcelo Pacheco, DJ e pai, diz “coisas que façam a criança se interessar são sempre importante”.
A atração mais querida é a Maré de Livros, um espaço com uma máquina de escrever gigante que só utiliza emoticons, símbolos que quando juntados demonstram uma expressão facial e consequentemente um sentimento do locutor. Os emoticons já eram entendidos por toda a garotada apesar de muitos ainda nem saberem ler.
A Secretaria de Cultura e de Educação do Rio de Janeiro criou um stand em que crianças e adultos poderiam usar furos na parede e fios para desenhar e escrever o que quisessem. Essa possibilidade de comunicação encantou a todos que tentavam deixar sua marca na parede feita de papel de livros.
Algumas editoras infantis foram longe e trouxeram essa possibilidade de interatividade para seus stands. Em uma crianças brincavam em volta da webcam do laptop e apareciam na televisão ao lado. O diferente é que em frente do laptop havia um livro aberto e a imagem que as crianças viam na tela da tevê era a delas com um dos personagem do livro, que dançavam e interagiam com elas.
O policial Cesar Alexandre estava com a filha nesse stand parecia inspirado com a iniciativa da editora: “[isso é] educação avançada e de última geração”. Ele acha que isso consolida o hábito da leitura. É ótimo conciliar literatura e ferramentas digitais, mas “quando dá”, ressalva.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

domingo, 11 de setembro de 2011

Vendedores da Bienal

Eles estão ali para te atender e se surpreender
por: Mayra Corrêa*

Foto: Mayra Corrêa
Enquanto muitas pessoas se divertem na Bienal do Livro, tem uma multidão de pessoas trabalhando para o evento dar certo. Grande parte delas nos stands, divulgando editor

as, livros e ideias.
Algumas editoras internacionais fizeram questão de marcar presentes no evento. Mas não era preciso ir tão longe, pois várias nacionais investiram pesado no evento. Valquíria Ferreira do “Grupo a” conseguiu uns segundos parar conversar com nossa equipe, mas foi o suficiente para descrever toda a experiência em “Não para um minuto”. Enquanto falava, conferia as vendas do dia e logo em seguida já computava uma compra.
Do mesmo stand de Valquíria, Henrique Cunha disse que trabalhar na Bienal é “Insano” e contou que para livros mais especializados, a procura geralmente é mais determinada “(o público é) interessado. O pessoal já vem com lista de livros para buscar”.
Os vendedores da Madras editora ainda experimentaram um momento diferente. Ao lado da parte reservada deles havia uma mesa de autógrafo que inclusive recebeu Padre Marcelo Rossi. Madras posicionou um telão em que passam shows e administram a entrada e saída de pessoas com uma cordinha vermelha em volta de seu espaço na hora de grandes acontecimentos.
Segundo Maria Frederico, da PubliFolha, a intenção de estar no evento é expandir a empresa, trazendo cada vez mais uma marca consistente para o público. Quanto as vendas, ela não parecida ter do que reclamar.
A única coisa curiosa para Maria era a forma corriqueira como os clientes pareciam encarar o evento. Ela surpreendeu-se quando uma pessoa a deixou quase meia hora segurando vários livros enquanto ela rodava pelo stand falando no celular sem prestar atenção em nenhuma das outras publicações, comentando assuntos da vida pessoal com a vendedora atrás.
Eles já conhecem vendas, trabalham para suas editoras e conhecem seu público. Mas continuam surpresos com a assiduidade dos cariocas em um evento voltado para a literatura. Mesmo em feriado, fim de semana, dias com céu claro e sol a pino. Afinal de contas, carioca não vive só de praia, certo?

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

sábado, 10 de setembro de 2011

Bienal tem um sábado de grande público e melhorias para quem foi ao Riocentro

Parceira de Ziraldo e Maurício de Souza alegra crianças e adultos 


                                                                                              * por Yan Claro
Foto: Divulgação
Com um público de 80 mil pessoas, neste sábado - penúltimo dia do evento -  a Bienal do Livro no Riocentro foi mais um dia de grandes sucessos. Somando-se todas as vendas até  agora já é possível ter uma ideia de como o número de leitores de livros está crescendo no Brasil, este ano houve um aumento de 50% nas vendas em comparação com os anos anteriores.
Nos dois últimos dias do evento houve um aumento do número de vagas no estacionamento, mudanças no trafego próximo à área, a praça de alimentação também foi  ampliada e novos funcionários foram contratados para que dessa forma o público possa ter mais conforto durante sua visita e evitar problemas como os que ocorreram durante o feriado de 7 de setembro devido ao difícil acesso, à falta de vagas de estacionamento e ao grande público.
O fim de semana que foi marcado pela promoção de vários livros em vários estandes do complexo contou com a presença de Maurício de Souza e Ziraldo que fizeram uma sessão de autógrafos e anunciaram o lançamento da primeira obra que realizam juntos intitulada “O Maior Anão do Mundo”. Neste livro Ziraldo criou a história e Maurício a ilustrou. O livro conta a vida do menino Julius, que tem 2,85 m de altura e viaja pelo mundo tentando ser famoso.
Ziraldo disse que escreveu a história inspirada em um grande amigo que era anão.
A segunda parceria resultará  em um livro escrito por Maurício e ilustrado por Ziraldo tem como título “O Reizinho do Castelo Perdido” e será lançado em breve.
Os quadrinhos são um caso a parte na Bienal, formam-se filas enormes todos os anos nos estandes da Panini, Comix entre outros para autógrafos, compra de livros em quadrinhos , revistas em quadrinhos, álbuns entre outros, tais como bonecos de super-heróis, chaveiros e o que mais o dinheiro puder comprar e a criatividade permitir inventar.
Outro estande que faz muito sucesso também, com filas intermináveis e que exigem muita paciência, é o da Devir, editora especializada em RPG, quadrinhos e romances inspirados em jogos de RPG.
No Mulher e Ponto, a atriz Cissa Guimarães e a escritora Martha Medeiros autora do livro “Doidas e Santas” cuja peça é estrelada por Cissa e abordaram o tema Autor e Personagem falando sobre questões femininas em seus trabalhos e o relacionamento nascido nas páginas dos livros. Já a atriz Camila Morgado participou da leitura de trechos do livro “Crônica da Casa Assinada”, de Lucio Cardoso.
Maria Paula também esteve presente e seus fãs causaram tumulto para poder tirar fotos e conseguirem autógrafos, a artiz foi cercada por uma multidão durante o lançamento de seu livro "Liberdade Crônica”.
A publicação lançada por Maria Paula é uma compilação de crônicas que ela escreve para o jornal "Correio Braziliense" há seis anos.


*Aluno da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Penúltimo dia de Bienal com mais presenças especiais e lotações

Thalita Rebouças, Maurício de Souza, Ziraldo, atrações neste sábado. Mas, na hora do lanche, 
*Por Michelli Toledo
         Mais um dia de Bienal do Livro no Rio de Janeiro. E mais um dia de Riocentro lotado. Também, era de se esperar, por tratava-se do penúltimo dia da 15ª edição do evento. Agora, só daqui a dois anos.
         Trânsito carregado, ônibus cheios e filas. Para qualquer lugar que se olhava, lá estavam elas. Fila para banheiro, para comer, para entrar nos estandes mais disputado.
        


 Fotos: Divulgação
 Foi um dia, assim como a maioria deles, bem agitado. Presenças especiais, novamente, fizeram parte da programação da Bienal. Na tarde deste sábado (10/9), por exemplo, o estande da editora Rocco estava com uma fila enorme. Thalita Rebouças, autora de livros direcionados a adolescentes, como Ela disse, ele disse, Traição entre amigas, Fala sério, mãe!, Era uma vez minha primeira vez (seu mais novo trabalho), entre outros, estava presente em uma tarde de autógrafos. Adultos, jovens e adolescentes faziam de tudo para chegar próximo à escritora, que recebeu a todos com muita atenção. “Adoro os livros dela. Tudo o que uma adolescente precisa saber...”, ressalta Camila Almeida, de 13 anos.
         Em um estande próximo, uma fila quilométrica envolvia a editora Ediouro. Adolescentes eufóricas, gritando. Ouvia-se “lindos”, “Rebelde”, “Malhação”... Pois bem, mais uma sessão de autógrafos. O livro lançado foi Tudo sobre garotas, da colunista das revistas Yes teen e Feminice, Claudia Felício. No entanto, era perceptível que a multidão que ali se fazia presente estava interessada em outra coisa: nos atores Rodrigo Simas (Fina Estampa) e Eduardo Pires (Rebelde), que estavam presentes no lançamento. Flashes e gritaria tomaram conta da sessão de autógrafos.
         Maurício de Souza e Ziraldo estavam juntos, bem próximo dali, fazendo o lançamento do livro O maior anão do mundo, pela editora Melhoramentos. E, com eles, mais filas e flashes.
         Enquanto isso, os admiradores da atriz e apresentadora Maria Paula (Casseta & Planeta) tiveram todo tempo para conversar, tirar fotos e pedir um autógrafo. Ela lançou seu livro Liberdade crônica, pela editora Singular.
         A cada pavilhão, seja ele o azul, laranja ou verde, estava repleto de pessoas, carregando suas bolsas ou livros enormes, com os de leitura e pintura dedicados às crianças. Mas para qualquer evento, é preciso fazer uma pausa. A fome chegou. E agora? Onde comer e o quê?
         Passeando pelos locais de alimentação é observado que os valores não são tão acessíveis quanto alguns livros, que iniciam em R$1,00. Alguns preços chegam a assustar, como o caso de uma pizza, de seis pedaços, mais uma Coca-cola de dois litros, a R$39,00. Água, caso não quisesse a do bebedouro, a garrafinha saía a R$ 4,00. Os salgados variavam de R$ 3,00 a R$ 5,00. Tudo relacionado à alimentação estava sendo classificada como cara. “É melhor comprar as coisas lá fora ou comer em casa. Ou melhor, trazer o lanchinho na bolsa, pois não dá pra pagar passagem, entrada e alimentação aqui dentro. Ficaria um passeio muito caro”, diz Mário Luiz, de 40 anos, que levou as duas filhas, Isabela, de 10 anos e Geovana, de 13, para a tarde de autógrafos com Thalita Rebouças.
         A 15ª edição da Bienal do Livro está chegando ao fim. Que foi, aproveitou ao máximo os mais variados e distintos estandes, para os mais diversos gostos de leitura. “Consegui percorrer todos os setores. Definitivamente, posso dizer que adorei, embora estar bem cansada. Consegui comprar todos os livros da minha listinha, e mais alguns (risos). Agora, é só esperar 2 anos”, finaliza Karen Nascimento, de 25 anos. E completa, “na minha opinião, tirando as lotações e alguns problemas de organização, foi a melhor Bienal que visitei”.
 
*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

HQs são sucesso na Bienal

Na onda dos lançamentos cinematográficos como Capitão América e Lanterna Verde os estandes de histórias em quadrinho são novamente sucesso 
                                                                                                                             * por Márcia Santos   

Foto: Divulgação
Nesses dias da Bienal do Livro, os corredores foram invadidos pelo público. Filas para autógrafos, para participarem das mesas de debates, para pagamento nos caixas das editoras e livrarias. Nelas podíamos ver de leitores mirins ávidos por HQs da Marvel, gibis da Turma da Mônica e mangás à cosplays exibindo as fantasias de seus personagens favoritos, a Bienal comportou diversos tipos de públicos.
      Além de super heróis e mangás, os vampiros também circularam entre os gostos de leitura das adolescentes. Mariana Silva, 16 anos, gosta de quadrinhos de terror e de romance, ficção e suspense. Ela gosta muito de comprar em sebos, mas não deixa a compra nas livrarias de lado, caso o preço esteja acessível. Na Bienal, percebeu que muitos dos livros que queria comprar estavam mais caros no próprio estande das livrarias e editoras. "Tem muito mais desconto nos sites." 
      Patricia Hiztech, 15 anos, torce o nariz para as sagas Harry Potter e O Senhor dos Anéis, porque considera as histórias muito repetitivas. Nos estandes, procura por romances da literatura norte-americana: "Se eu fico sem ler, fico meio louca", afirma. A estudante, que faz cosplay - vestir-se iguais os personagens das histórias -  há três anos, foi fantasiada da personagem Bella da saga Crepúsculo. Desistiu de comprar alguns livros na Bienal, porque estavam sem desconto. Dedicou então as compras às revistas japonesas e aos mangás de sua preferência que tinham um preço mais interessante.
      Nos estandes especializados na venda de HQs podiam ser filas até para entrar, nos das editoras Comix e da Panini se levava aproximadamente uma hora para alcançar o objetivo, que era de entrar no estande, comprar já era outra história.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Oportunidade e desconto na Bienal do Livro 2011

por: Cecília Queiroz

por: Mayra Corrêa *

O maior evento de literatura do Rio de Janeiro, a XV Bienal do Livro, não podia deixar a oportunidade de conquistar novos leitores com preços mais acessíveis. Vários stands apresentam descontos como os da Loja Top Livros, Atacadão dos livros e Sebos. Muitos professores aproveitavam o evento para procurar também livros pedagógicos mais baratos e em maior diversidade.
Com livros conhecidos e de autores renomados podemos ver Drauzio Varella e Bernardo Guimarães lado a lado, sendo vendidos em edições de R$3. Pessoas procuravam entre livros os de R$1 a R$10 as publicações mais famosas e desconhecidas de seu cotidiano para levar para casa e descobrir as aventuras escondida naquelas páginas.
As estudantes Laira de Oliveira, Maria Clara Goldstein e Larissa Mendes procuravam pelos stands da Bienal preços que chamassem sua atenção e se surpreenderam com a variedade “O que também chama a atenção são os livros difíceis de encontrar em outros lugares”.
Muitos esperaram os últimos dias do evento para encontrar descontos melhores. A dica é aproveitarem amanhã, pois é o último dia da Bienal 2011. Quem não der uma passadinha no Riocentro pode acabar perdendo essa oportunidade. E então, só daqui a dois anos.

* Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011. 

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bienal do Livro Rio reforça estrutura para receber o público durante o fim de semana

Haverá mais vagas no estacionamento e novos restaurantes na praça de alimentação 


Foto: George Santos (divulgação)
Superlotação e desorganização marcaram Bienal
  Para receber os visitantes neste fim de semana, a Bienal do Livro Rio ampliará a equipe de funcionários no sábado e no domingo, proporcionando um acesso mais rápido à maior festa literária do Brasil e evitando filas. O estacionamento também será capaz de abrigar mais automóveis. Os ônibus especiais que paravam dentro do Riocentro serão deslocados para o autódromo, criando, assim, 500 novas vagas, totalizando 8.5mil
         A praça de alimentação ganhará mais opções. Haverá ainda mesas e cadeiras extras, proporcionando ao público maior comodidade. Além disso, os expositores estão repondo seus estoques de livros, dando a certeza de que o leitor encontrará a obra que procura nos 950 estantes montados entre três pavilhões do Riocentro, durante o fim de semana de encerramento da XV Bienal do Livro Rio, que reserva atrações culturais para todos os leitores.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Dona da sua própria sexualidade

A vida sexual de mulheres casadas e curiosidades sobre nome de lugares no Rio são temas de livros lançados na Bienal.
                                                                                                                             * por Priscila Magalhães




 Foto: Divulgação                                                                                                       
 O leitor alvo não é apenas formado por  mulheres, mas também seus maridos, para que entendam melhor o universo sexual feminino, assim descobrindo a amante em potencial que existe dentro delas.
     A idéia de escrever este livro, surgiu a partir do momento em que Selma Arau  percebeu, após cinco anos de pesquisa e trabalho de campo, a desarmonia na vida conjugal, mesmo que havendo o amor entre o casal. Com isso o objetivo é dar forma e conteúdo a vida a dois.
     O livro fala sobre a sexualidade feminina de uma maneira diferenciada, mas sem ser vulgar, fazendo com que a mulher enxergue seu prazer como algo natural, com isso transformando sua relação, ou seja, a proposta do livro é mostrar para esses casais a importância do amor e da sexualidade, para que ambos tenham uma vida cotidiana harmônica e uma vida sexual prazerosa.
     Para Selma, a vida sexual feminina é reprimida em nossa sociedade e a mídia tem um papel fundamental nesse aspecto, pois quando se fala que uma mulher é boa de cama há sempre uma conotação pornográfica. Boa de cama é a mulher que busca vivenciar na relação amor e sexo juntos, uma vez que um completa o outro.
     O marido, que vê sua mulher com maus olhos, só porque ela mostra interesse e busca seu prazer na sexualidade, em função de atitudes mais ousadas, segundo a autora não é um homem bom de cama.
     Então liberte sua mente e sinta o amor! 

Um autor e várias obras 
     Carlos Alberto de Lima é coronel da reserva, mas trabalha como assessor de imprensa do Comando Militar do Leste. Além da vida militar,  também é escritor e possui quatro obras : Mil e uma dicas para o novo comandante, Novo dicionário de Futebol, Nomes que marcam o Rio e Conversa Fiada.
     Segundo o autor, de todos os livros, o mais vendido é o Nomes que marcam o Rio. A ideia de escrever o livro surgiu do momento que  percebeu que as pessoas tinha a curiosidade de saber de onde vinham os nomes de determinadas ruas, prédios, avenidas, praças, hospitais, entre outros.
     Um exemplo o Túnel Rebouças, o autor fez uma pesquisa e descobriu que não era uma pessoa e sim duas, André Rebouças e Antônio Rebouças que eram irmãos e engenheiros abolicionistas negros. Ou seja, a proposta desse livro é descobrir as história por trás dos nomes.
     Então fica a dica, se você quiser conhecer um pouquinho mais sobre a cidade do Rio de Janeiro, tá aí um bom livro. 

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Em corredores lotados, evento facilita locomoção de cadeirantes

Pelo menos nesse aspecto, organizadores acertaram no acesso ao público especial

                                                                              * por Priscila Magalhães
    
Foto:Divulgação
Corredores do Riocentro lotados, mas com fácil acessibilidade
 A Bienal do Livro sempre foi um lugar para todo o tipo de público, crianças, adultos, adolescentes, e até cadeirantes. Estive presente no evento no Riocentro, e fiquei muito feliz por ver que todos tiveram o direito de poder conhecer e interagir, com esse mundo literário cheio de aventuras e diversão.
     Faço questão de ressaltar esse detalhe, pois todos os dias vejo a população cadeirante sofrendo com a falta de acessibilidade, seja nas calçadas das ruas, na hora de estacionar (pois sempre tem alguém usando indevidamente sua vaga) ou até mesmo ao entrar em diversos estabelecimentos.
   Ana Paula Diaz de 37 anos, que circulava na bienal em uma cadeira de rodas, aprovou os acessos aos deficientes físicos: 
 “Nunca me senti tão aceita em lugar, posso me movimentar sem problemas e todos são muito gentis”.
     Fica a lição: todos somos iguais, e devido a isso temos os mesmos direitos.
     
*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Os encantados fãs de Anne Rice

Amantes de aventuras se reúnem na Bienal para esperar autora
  por: Mayra Corrêa*



               Foto: Mayra Corrêa

               Foto: Cecília Queiroz

Quando Howard Allen O'Brien tinha dezesseis anos e não devia imaginar que pouco antes de completar 70 anos iria se apresentar num evento de literatura no Rio de Janeiro, Brasil. A jovem americana não podia prever que mudaria profundamente a história da literatura em 1976 com Entrevista de um Vampiro. Mas desde aquela época ela já mostrava personalidade escolhia outro primeiro nome para ser chamada, “Anne”.
            Dezesseis anos foi a idade que Juliana Rocha começou a ler os livros de Anne Rice. Na última quarta-feira, agora com 27 anos, a professora inglês encontrava-se sentada no chão com várias pessoas. Todos caracterizados da moda “underground”, de preto, prata e muitos detalhes góticos. “Foto? Só um minuto. O óculos.” exclamou uma das fãs puxando o óculos escuro antes de nosso clique. Passariam por um grupo amante de qualquer literatura moderna sobre vampiros, mas eles estavam no dia certo da Bienal e Juliana levantava uma folha de papel que chamava atenção para o grupo. Na folha estava escrito o motivo para eles estarem ali: Anne Rice.
            Fãs da autora combinaram pela internet aquele como o local de encontro deles. Todos faziam parte de fóruns online e esperavam ansiosamente a chegada de Rice e torciam para ter a chance de ver e poder falar com ela.
            Juliana conta que começou lendo “Crônicas Vampirescas”, série de livros mais conhecidos da escritora, incentivada pela tia. O primeiro livro dessa coletânea é Entrevista Com Vampiro virou ícone para toda uma geração. O vampiro imortalizado por Brad Pitt, Louis, na versão cinematográfica do livro faz até hoje uma legião de fãs suspirarem. Não só pelo ator, mas pela sensibilidade e escuridão que sua criadora teve o cuidado de criar nele.
            “Quando comecei a ler, o que me chamava a atenção era a aura de mistério. Gostava desse tipo de literatura.” comenta a professora de inglês “Os motivos mudaram, não é mais a mesma coisa. Agora, gosto como ela aborda as questões humana”.
            Ela adorou saber que o lançamento do segundo livro da série De Amor e Maldade cairia no feriado, pois não teria que trabalhar. Mas confessou que tentaria trocar o dia com uma colega, pois não poderia perder a oportunidade de vê-la. Se tivesse uma única pergunta para fazer a sua autora predileta seria: Como ela pensa que seria sua vida se não tivesse essa inspiração toda?
            De certa forma, Anne respondeu sua pergunta naquela noite, “Com a imortalidade lúdica, fui inspirada a escrever sobre vampiros. Eu vi um mundo através deles, e encontrei uma metáfora perfeita para escrever sobre pessoas afastadas da sociedade como eu. Foi mais uma intuição, não imaginava que escreveria tantos outros livros depois daquele” afirmou.
            Nenhum fã se surpreende tanto quanto a autora. Eles sabem o poder de sua escrita, afinal de contas, todos parecem absolutamente encantados por ela, suas fantasias e aventuras.

Mais sobre Anne Rice: http://www.annerice.com


*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Sem estresse na Bienal, será possível?

Livro de Ron Hubbard desvenda os mistérios da mente e do corpo


                                                                          *por Priscila Magalhães




    Desvende sua mente . Essa é proposta do livro Dianética o poder da mente sobre o corpo, do já falecido  L. Ron Hubbard. Em entrevista com a porta voz do autor, Lúcia Winther, ela nos conta um pouco sobre esse livro diferente que ganhou o mundo.
     Conforme Lúcia, o livro Dianética busca localizar a origem do estresse para poder elimina-lo e não é físico é mental.  E para saber se você é uma pessoa estressada, basta visitar o estande desse livro e fazer de graça um teste de estrese para saber como anda seu psicológico. A porta voz explica: “As pessoas entram pensando que vão testar o nervosismo, mas não é isso, o estresse real acontece no momento doloroso”.
     O livro toca nesse tema, pois foi através de muitas pesquisas, como linhas da psicologia, filosofias orientais e o estudo de 21 raças primitivas que o autor americano chegou as suas conclusões, onde para isso foram necessárias décadas de estudo e dedicação, que ele buscou explicação para vários comportamentos humanos como o nervosismo, a insegurança, a tristeza, entre outros.
     Outra curiosidade é que L. Ron Hubbard é o mais traduzido do mundo, com 52 idiomas. E seus livros tem três recordes no Guinness Book. A coleção completa tem 18 livros. E esse ano foram doados 18 livros em capa de couro, para a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
     A porta voz Lúcia Winther é apresentadora do programa Dianética- Esperança de um Mundo melhor, onde ajuda seus ouvintes através dos ensinamentos dos livros. Os assuntos mais comentados são: relacionamento, comunicação, sucesso profissional, planejamento financeiro e técnicas de estudos. Para quem tiver interesse é só acessar o site www.dianetica.org.br/programaradio.html.
     *Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Bienal ainda não sabe se comportar


O maior evento de literatura do Rio ainda sofre de problemas básicos de organização


por: Mayra Corrêa *
Foto: Divulgação
Ponto de ônibus lotado na Rua 28 de setembro no Rio de Janeiro. Ironicamente, a animação para aproveitar o feriado de 7 de Setembro e conferir a Bienal do Livro 2011, que acontece na cidade, não parecia se revelar no rosto dos presentes.
Uma senhora de idade e sua filha reclamavam que esperavam no local há mais de uma hora para conferir o evento. Como ela, pais e seu filho, um casal de namorados e outras pessoas no ponto pareciam compartilhar de suas indignações. Os ônibus demoravam para passar e quando passava, estavam tão lotados que eram aconselhados a não subir nele.
Muitos o comparavam com a organização demonstrada por outro grande evento que irá acontecer no Rio esse ano, o Rock in Rio, e fez uma parceria com empresas de ônibus e a RioCard, criando linhas exclusivas de ônibus para facilitar a locomoção de pessoas.
Passando pelo Riocentro já podia-se ver a quantidade de pessoas que havia decidido tornar literatura seu plano para o feriado da quarta-feira. As pessoas se organizavam em quatro filas que ziguezagueavam perto da entrada de carros; a última seguia até a porta do evento.
Perto da entrada real do evento, depois de horas esperando nas filas as pessoas ainda acabavam barradas pelos seguranças e esperavam ainda mais para entrar.
A organização disponibilizou o setor de compras de ingressos à esquerda, o setor de credencias a direita e a entrada para o evento no meio. O problema é que em um dia movimentado o número de pessoas comprando ingressos é grande e acabaram tendo que conciliar a passagem de pessoas. Ou se entrava para comprar ingresso, ou quem tinha ingressos em mão ia para a fila entrar no pavilhão.
Em determinado momento a animação com o evento diminuiu e o calor do dia de sol aumentou. As pessoas desistiram de ficar na fila e entraram para comprar seus ingressos sem cerimônia. Entravam umas na frente das outras tentando ser mais rápidas do que o sistema da Bienal deixava.
Depois de ingresso pago e mostrado aos responsáveis você podia conferir o evento. Conferir que as sinalizações de banheiro eram difíceis de ser vista do lado oposto do pavilhão. Conferir que as vezes precisava-se atravessar quatro stands até para encontrar a lixeira. Conferir poucos descontos, principalmente em relação a livros técnicos. Conferir bebidas e alimentos acima do preço normal.
Na volta para a casa, principalmente na chamada “hora do rush”, os jornais mostraram a dificuldade das pessoas no final do evento. Nenhum respeito com os leitores. Infelizmente, muitas pessoas sentiram que isso não os incentivará a voltar no evento, principalmente se a má organização continuar. Afinal, ele acontece há 15 edições e já deveria saber a estrutura que deve empregar.
Realmente, só gostando muito de ler para ir num evento desses.

* Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011. 

Literatura para todas as idades

 Fim de semana agitado no Rio de Janeiro com a 15ª  Bienal do Livro

                                                                                                                                * por Aline Reis
Foto: Márcia dos Santos
Os amantes da leitura trocaram a praia pelos livros neste fim de semana. Até  o dia 11 de setembro, o Riocentro é o palco da maior feira literária da América Latina.
O público da feira é diversificado, desde os aficionados pela leitura, a curiosos e crianças em excursões de escolas. Atuante na área de educação infantil, a professora Juliana gostou da variedade de livros para crianças. – “Minha filha de oito anos está fascinada com a quantidade de livros voltados para a faixa etária dela.”, conclui a professora.
E o público alvo não são somente as crianças. Rogério e sua esposa também estiveram na feira. – “Embora hoje esteja muito cheio, gostei principalmente dos preços. Estou a procura de livros voltados para a área da saúde e minha esposa procura os romances literários.”, disse o médico.
Os jovens são a maioria na Bienal,  e a estudante Karina achou excelente o fato de muitas editoras estarem fornecendo descontos. Embora não esteja buscando nenhum livro específico, aproveitou os preços dos livros da série Crepúsculo. Porém, em um ponto Karina e outros visitantes foram unânimes: os preços da praça de alimentação estavam um roubo!
A principal atração dessa semana foi a cantora e atriz internacional Hilary Duff. O também ator José Wilker fez uma leitura de trechos do livro "Triste fim de Policarpo Quaresma” de Lima Barreto.
Várias atrações prometem agitar a Bienal do Livro nesta semana, entre elas, Thalita Rebouças, a escritora teen, queridinha de muitos adolescentes fará uma tarde de autógrafos.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

                                                                                     

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal do Livro não é lugar de criança

Evento não oferece uma boa estrutura para os futuros leitores

                                                                                                                         *por Márcia Santos


Foto: Márcia Santos
Menino parece perdido entre adultos e livros na Bienal                                                     
      O maior evento literário do país não é lugar para crianças. Definitivamente a Bienal Internacional do Livro, no Riocentro, cuja proposta é “diversão para toda a família”, não se preparou  e nem se preocupou em receber os pequeninos leitores.      A falta de estrutura vai da empresa organizadora aos expositores.
            Não que falte material para as crianças, a quantidade de livros e afins é enorme, mas os expositores esquecem que elas gostam e precisam de espaço. Os pequeninos tem a necessidade de manusear, ver e sentir os livros. Mas como fazer isso em ilhas abarrotadas de livros e com espaços estreitos entre uma e outra? Não dá nem para sentar no chão. O que seria diversão passa a ser estresse.
            O tamanho da feira já é assustador para os adultos, imagine então para as crianças?
            Logo na entrada existem carrinhos disponíveis para aluguel,  mas só há equipamento disponível para bebês ou crianças de até 3 anos, os que são um pouco maiores, mas ainda pequenos para o tamanho do lugar vão ter que andar e muito.
            Ao chegar a bilheteria, uma grande surpresa. As crianças também pagam. O que me preocupa, pois eles são os leitores do futuro e para algumas famílias levar os filhos fica mais do que caro, já que cada criança paga R$ 6.
            Em todo o evento só existe um fraldário. Este não dispõe de nenhum recurso como pia, microondas e outras coisas necessárias para se cuidar de um bebê. Além de tudo é quente e sem nenhuma ventilação. As mães que precisam amamentar são obrigadas a fazê-lo em público, o que para algumas é muito constrangedor e devido ao grande movimento causa desconforto aos bebezinhos.
            A alimentação é precária, só possui um lugar que vende comida de verdade, a maioria vende sanduiches, batata frita, salgadinhos e outras “porcarias” que as crianças adoram, mas nada saudável.  Não há lugares suficiente para sentar, são pouquíssimos para o tamanho do evento. As cadeiras existentes são perigosas, muitas estão quebradas ou bambas. O risco para os menores é muito grande.
            Os lugares, que segundo a divulgação do evento seriam para as crianças, como a Biblioteca Mirim e a Maré de Livros,  ficam lotados pois o controle de entrada é falho, deixando os ambientes cheios e desconfortáveis.
            Enfim, a falta de preparo e organização nos mostra que a Bienal não é lugar de criança, ainda há muito o que se aprender, mudar e melhorar.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

A cansativa missão de nossa repórter na Bienal, mas com final feliz

     Desorganização e superlotação; um capítulo à parte no evento literário                                                                                                                  
                                                                           * por Iara Pinheiro de Oliveira
Foto: Divulgação
Corredores lotados e falta de informação marcam Bienal 
No início do dia, achei que esta seria a pior experiência da minha vida. Logo que cheguei ao Riocentro tive grandes dificuldades em encontrar a entrada correta. Pedia orientação aos seguranças, mas parecia que eles sabiam menos do que eu. Quando, enfim, consegui entrar fui até o guichê de credenciamento de imprensa. Lá chegando, fui informada pelo responsável que não havia credencial para o meu veículo. Ele foi de uma educação exemplar e se desculpou de todas as maneiras possíveis, mas não podia me ajudar. Nesse momento pensei em ir embora, afinal não iria conseguir fazer minha reportagem sem um trânsito livre para imprensa apropriado. Mas essa não seria eu. Cheguei com o objetivo de fazer uma matéria e só sairia de lá com a meta alcançada. Fui até a fila para comprar o ingresso. Fui engolida por um mar de gente que acabara de "invadir" o evento.
 Segui na fila. Seguiu-se a desorganização e o desentendimento entre os funcionários. Eles tinham muita dificuldade em manter organizada toda aquela multidão. Consegui entrar na Bienal!  Lugar totalmente lotado, fila para tudo quanto era lado e, claro, uma desorganização sem fim. As pessoas envolvidas no evento quase não eram vistas e, quando dava a sorte de cruzar com alguma eu pedia informação, mas ninguém sabia me atender com precisão. Eu tentava, em vão, entrar nos estandes das livrarias abarrotadas de gente. Missão impossível. Resolvi almoçar. Maldita decisão. Mais fila. Mais confusão. Mais desorganização. Depois de muito esperar, comprei meu almoço. R$24 por um prato de estrogonofe e uma lata de refrigerante. Esperei 20 minutos em pé por uma mesa. Quando sentei para comer, a comida havia esfriado, era de se esperar. Tive que engolir a comida, pois outras pessoas rodeavam minha mesa para conseguirem uma vaga e fazerem suas refeições. Levantei decidida a ir embora, mas antes precisava ir ao banheiro. Mais uma vez, maldita decisão, maldita necessidade fisiológica! FILA! Saí do banheiro, avistei a Livraria da Travessa, olhos brilhando. Estava superlotada, olhos lacrimejando. Segui andando. Um espaço da Petrobras me chamou a atenção. O tema era "Muitas histórias para contar".  Eles tinham planos de fundo e fantasias para com isso fazerem um vídeo das pessoas. Resolvi experimentar, eu era a única adulta, tirando os funcionários, participando dessa atividade. O vídeo era feito com frames, ou seja, todos oe meus movimentos eram fotografados. Depois, um técnico responsável usava as fotos e fazia um filme. O nome da técnica é stop motion. Como no cinema mudo, contei uma história usando apenas gestos. Quando acabou ganhei um pequeno papel com o endereço do video, para fazer o download e postar onde quiser.
Fiquei duas boas horas nessa "brincadeira" e segui para a saída. Chegando no ônibus lotado, fiquei pensando nas crianças - não eram poucas - presentes na Bienal. Se eu adulta,  independente e com uma estatura relativamente boa sofri com uma multidão me espremendo a todo instante, imagine os pequenos? Querem saber? Os pequenos estavam se divertindo a torto e a direito, com o Ziraldo todinho para eles! Bagunça e empurra-empurra para eles era festa! Isso fez minha cara enfezada e cansada esboçar um sorriso.  Foi um dia de muito cansaço, dor nos pés e estresse, mas é sempre bom ter uma história para contar e crianças por perto.
Definitivamente, foi o melhor e mais cansativo dia da minha vida!

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Padre Marcelo Rossi comove fãs

Padre atrai multidão mas a estrutura da Bienal mais uma vez apresenta problemas
por: Mayra Corrêa *

Foto: Mayra Corrêa

Como um grande autor, Padre Marcelo Rossi teve direito a uma tarde de autógrafo de seu livro Ágape da Editora Globo, dia 7 de setembro, na Bienal do Livro 2011. Ele compareceu ao evento no Rio de Janeiro e de longe já se podia ver a confusão de máquinas para cima. Todos queriam uma foto.
Fiéis se amontoavam fechando a passagem e a cada benção levantavam seus objetos que, somados as câmeras, fazia uma confusão. Muitas pessoas queriam a chance de ter seu livro assinado, mas para isso tinha que passar por uma rede de seguranças e seguir pelo corredor lateral.
O local para o público, porém, foi subestimado. Pessoas quase se machucavam para chegar mais perto do padre. Para a secretária Silvana Souza, Marcelo Rossi “deveria ficar em um lugar que pudesse passar, pegar autógrafo, fotografar e sair”. Ela que estava com o marido e filhos na Bienal, tentava tirar uma foto do padre se decepcionou e disse ainda que estava tudo mal organizado naquele dia.
Apesar dos problemas, os fãs não perderam a fé e ficaram o tempo que fosse necessário para conseguir uma foto do pároco.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

sábado, 3 de setembro de 2011

PADRES EMOCIONAM FIÉIS NA BIENAL DO LIVRO

      Fabio de Melo e Juarez de Castro emocionam católicos e simpatizantes em tarde de autógrafo                                                                                                    




                                                                                      * por Gustavo Lima


Foto: Divulgação
Padre Fábio de Melo emocionou fiéis na Bienal
O terceiro dia da Bienal Internacional do Livro, no Riocentro,  foi marcado pela emoção, principalmente  de fiéis católicos. Os padres Fabio de Melo e Juarez de Castro estiveram presente na tarde deste sábado para autografarem suas biografias. Padre Fábio recebeu convidados no estande da editora e autografou o livro Tempos de Esperança ( Planeta) , muitos sairam emocionados do local e também abençoados.

 

 Já o padre Juarez de Castro, participou da tarde de autógrafos  no
lançamento do seu segundo livro, AS CHAVES DA PERSEVERANÇA ( Leya) e logo depois, atendeu à atendeu nossa equipe de reportagem, onde contou que ja gravou três CDs e,
apresenta programas em várias emissoras católicas de rádio e
televisão: REDE VIDA, TV SÉCULO XXI e RÁDIO NATIVA. Ele falou do seu primeiro
primeiro livro, NAS ASAS DA ESPERANÇA:

" A esperança é a força que nos move, e que Deus coloca dentro da gente a confiança de alcançarmos a vitória". Já em relação a quantidade de fiéis que a  Igreja Católica
vem perdendo ele destaca:

 " A culpa é da própria Igreja Católica que não está cuidando dos seus fiéis. As igrejas evangélicas são bem mais fáceis  de serem criadas, basta um CNPJ e algumas pessoas se dispersam naturalmente e ficam sem praticar nenhum tipo de religião".

O autor  Anderson Quacker, esteve no estande da Petrobras e falou
sobre seu novo livro,  NO OLHO DO FURACÃO. Ele que ja morou em comunidades carentes  como Cidade de Deus e Complexo do Alemão disse que teve uma infãncia muito probre e
marcada pela violência. Recebeu um convite do rapper MV BILL e foi trabalhar no  jornal de bairro Afro Reggae onde começou  uma nova vida.
*Aluno da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Scliar é o grande homenageado no 2º dia de Bienal do Livro


Encontro reúne Veríssimo, Augusto Fischer e Domício Proença Filho
                 
                                                                            *por André Luiz Cardoso


Foto: Ricardo Ramos (Divulgação)
O escritor gaúcho Moacyr Scliar, morto em fevereiro, foi o grande homenageado do segundo dia da XV Bienal do Livro Rio. A concorrida sessão do Café Literário, nesta sexta à tarde, contou com a participação do editor Luiz Schwarcz e dos escritores Luís Fernando Veríssimo, Luís Augusto Fischer e  Domício Proença Filho num bate-papo marcado pela nostalgia e por lembranças saborosas sobre o autor de O exército de um homem só e Guerra no Bom Fim. Durante a mesa-redonda, o fundador da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, anunciou que a editora lançará em breve dois livros de Scliar: um reunirá textos publicados nos jornais Folha de São Paulo e Zero Hora, e o outro terá crônicas inéditas. A sessão foi acompanhada pela viúva do escritor, Judith Scliar.
Estimulados pelo mediador do debate, o escritor e curador do Café Literário, Ítalo Moriconi, os participantes da mesa lembraram os mais variados aspectos da vida e da carreira de Scliar: médico, judeu, gaúcho, escritor, cronista, generoso, pacifista e viajante. Schwarcz se emocionou ao lembrar do amigo e elogiou seu estilo:
“Ele tem uma prosa leve, fluente, que tem um certo pessimismo judaico, mas que aos poucos adquire uma  enorme grandeza. Scliar me ajudou muito quando fundei a Companhia das Letras. Ele me adotou, foi um dos grandes amigos, e digo que não foi um pai, mas uma mãe para mim”.
Já o imortal Domício Proença Filho recordou momentos ao lado de Scliar em Porto Alegre:
“Certa vez, ele veio me visitar em Porto Alegre. No dia seguinte, fui fazer compras e o dono da quitanda me deu 50% de desconto. Não entendi o motivo e ele me disse que eu era amigo de uma pessoa muito importante, o acadêmico Moacyr Scliar”.
Luis Augusto Fischer comentou sobre a diversidade da obra do escritor gaúcho:
“Ele também escrevia para o público infanto-juvenil. Se uma escola do interior o chamasse para falar com alunos da sétima série que leram o livro dele, ele ia. Era muito generoso, ao contrário de escritores até mais novos, que assumem certo ar blasé”.
Outra característica muito comentada sobre a personalidade do autor foi sua cordialidade. Veríssimo lembrou que ele não se dizia nem colorado nem gremista, mas sim torcedor do modesto Esporte Clube Cruzeiro, pequeno time de Porto Alegre: “Em Porto Alegre, existem duas forças no futebol, o Inter e o Grêmio. O Scliar, talvez para não entrar em conflito, se dizia cruzeirense”, lembrou, com galhardia.
Logo depois, o ator Eriberto Leão abriu o espaço Livro em Cena, sessão em que atores dão vida a alguns dos personagens mais célebres da nossa literatura, com a curadoria do diretor teatral Gabriel Villela. Leão declamou quatro poesias de Castro Alves: Vozes d’África, Navio Negreiro, Adormecida e Quando Eu Morrer.
Desde o início, Eriberto procurou mostrar sua identificação com Castro Alves, já que, ao atuar na novela “Sinhá Moça”, ele protagonizou um escravo branco. “Castro Alves faz parte da minha vida. Na novela, declamava poemas de Castro Alves. O Navio Negreiro, por exemplo, é o que mais me sensibiliza: ao mesmo tempo que ele mostra tristeza, ele elucida a revolta. É a luta pela dignidade”, disse.
Ao fim, o ator afirmou que Castro Alves é a prova viva de que pode se fazer obras atuais com a qualidade de autores do passado.
“Em 1860, ele disse coisas que as pessoas não entenderam até hoje. É possível aliar as produções da televisão com a qualidade das poesias e temas abordados por Castro Alves”, afirmou.

* Professor de jornalismo da Universidade Candido Mendes e da Faculdade Pinheiro Guimarães, responsável pela disciplina de Cobertura Jornalística de Grandes Eventos.