Thalita Rebouças, Maurício de Souza, Ziraldo, atrações neste sábado. Mas, na hora do lanche,
*Por Michelli Toledo
Mais um dia de Bienal do Livro no Rio de Janeiro. E mais um dia de Riocentro lotado. Também, era de se esperar, por tratava-se do penúltimo dia da 15ª edição do evento. Agora, só daqui a dois anos.
Trânsito carregado, ônibus cheios e filas. Para qualquer lugar que se olhava, lá estavam elas. Fila para banheiro, para comer, para entrar nos estandes mais disputado.
Fotos: Divulgação
Foi um dia, assim como a maioria deles, bem agitado. Presenças especiais, novamente, fizeram parte da programação da Bienal. Na tarde deste sábado (10/9), por exemplo, o estande da editora Rocco estava com uma fila enorme. Thalita Rebouças, autora de livros direcionados a adolescentes, como Ela disse, ele disse, Traição entre amigas, Fala sério, mãe!, Era uma vez minha primeira vez (seu mais novo trabalho), entre outros, estava presente em uma tarde de autógrafos. Adultos, jovens e adolescentes faziam de tudo para chegar próximo à escritora, que recebeu a todos com muita atenção. “Adoro os livros dela. Tudo o que uma adolescente precisa saber...”, ressalta Camila Almeida, de 13 anos.
Em um estande próximo, uma fila quilométrica envolvia a editora Ediouro. Adolescentes eufóricas, gritando. Ouvia-se “lindos”, “Rebelde”, “Malhação”... Pois bem, mais uma sessão de autógrafos. O livro lançado foi Tudo sobre garotas, da colunista das revistas Yes teen e Feminice, Claudia Felício. No entanto, era perceptível que a multidão que ali se fazia presente estava interessada em outra coisa: nos atores Rodrigo Simas (Fina Estampa) e Eduardo Pires (Rebelde), que estavam presentes no lançamento. Flashes e gritaria tomaram conta da sessão de autógrafos.
Maurício de Souza e Ziraldo estavam juntos, bem próximo dali, fazendo o lançamento do livro O maior anão do mundo, pela editora Melhoramentos. E, com eles, mais filas e flashes.
Enquanto isso, os admiradores da atriz e apresentadora Maria Paula (Casseta & Planeta) tiveram todo tempo para conversar, tirar fotos e pedir um autógrafo. Ela lançou seu livro Liberdade crônica, pela editora Singular.
A cada pavilhão, seja ele o azul, laranja ou verde, estava repleto de pessoas, carregando suas bolsas ou livros enormes, com os de leitura e pintura dedicados às crianças. Mas para qualquer evento, é preciso fazer uma pausa. A fome chegou. E agora? Onde comer e o quê?
Passeando pelos locais de alimentação é observado que os valores não são tão acessíveis quanto alguns livros, que iniciam em R$1,00. Alguns preços chegam a assustar, como o caso de uma pizza, de seis pedaços, mais uma Coca-cola de dois litros, a R$39,00. Água, caso não quisesse a do bebedouro, a garrafinha saía a R$ 4,00. Os salgados variavam de R$ 3,00 a R$ 5,00. Tudo relacionado à alimentação estava sendo classificada como cara. “É melhor comprar as coisas lá fora ou comer em casa. Ou melhor, trazer o lanchinho na bolsa, pois não dá pra pagar passagem, entrada e alimentação aqui dentro. Ficaria um passeio muito caro”, diz Mário Luiz, de 40 anos, que levou as duas filhas, Isabela, de 10 anos e Geovana, de 13, para a tarde de autógrafos com Thalita Rebouças.
A 15ª edição da Bienal do Livro está chegando ao fim. Que foi, aproveitou ao máximo os mais variados e distintos estandes, para os mais diversos gostos de leitura. “Consegui percorrer todos os setores. Definitivamente, posso dizer que adorei, embora estar bem cansada. Consegui comprar todos os livros da minha listinha, e mais alguns (risos). Agora, é só esperar 2 anos”, finaliza Karen Nascimento, de 25 anos. E completa, “na minha opinião, tirando as lotações e alguns problemas de organização, foi a melhor Bienal que visitei”.
*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.


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