domingo, 11 de setembro de 2011

Vendedores da Bienal

Eles estão ali para te atender e se surpreender
por: Mayra Corrêa*

Foto: Mayra Corrêa
Enquanto muitas pessoas se divertem na Bienal do Livro, tem uma multidão de pessoas trabalhando para o evento dar certo. Grande parte delas nos stands, divulgando editor

as, livros e ideias.
Algumas editoras internacionais fizeram questão de marcar presentes no evento. Mas não era preciso ir tão longe, pois várias nacionais investiram pesado no evento. Valquíria Ferreira do “Grupo a” conseguiu uns segundos parar conversar com nossa equipe, mas foi o suficiente para descrever toda a experiência em “Não para um minuto”. Enquanto falava, conferia as vendas do dia e logo em seguida já computava uma compra.
Do mesmo stand de Valquíria, Henrique Cunha disse que trabalhar na Bienal é “Insano” e contou que para livros mais especializados, a procura geralmente é mais determinada “(o público é) interessado. O pessoal já vem com lista de livros para buscar”.
Os vendedores da Madras editora ainda experimentaram um momento diferente. Ao lado da parte reservada deles havia uma mesa de autógrafo que inclusive recebeu Padre Marcelo Rossi. Madras posicionou um telão em que passam shows e administram a entrada e saída de pessoas com uma cordinha vermelha em volta de seu espaço na hora de grandes acontecimentos.
Segundo Maria Frederico, da PubliFolha, a intenção de estar no evento é expandir a empresa, trazendo cada vez mais uma marca consistente para o público. Quanto as vendas, ela não parecida ter do que reclamar.
A única coisa curiosa para Maria era a forma corriqueira como os clientes pareciam encarar o evento. Ela surpreendeu-se quando uma pessoa a deixou quase meia hora segurando vários livros enquanto ela rodava pelo stand falando no celular sem prestar atenção em nenhuma das outras publicações, comentando assuntos da vida pessoal com a vendedora atrás.
Eles já conhecem vendas, trabalham para suas editoras e conhecem seu público. Mas continuam surpresos com a assiduidade dos cariocas em um evento voltado para a literatura. Mesmo em feriado, fim de semana, dias com céu claro e sol a pino. Afinal de contas, carioca não vive só de praia, certo?

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Nenhum comentário:

Postar um comentário