sábado, 10 de setembro de 2011

HQs são sucesso na Bienal

Na onda dos lançamentos cinematográficos como Capitão América e Lanterna Verde os estandes de histórias em quadrinho são novamente sucesso 
                                                                                                                             * por Márcia Santos   

Foto: Divulgação
Nesses dias da Bienal do Livro, os corredores foram invadidos pelo público. Filas para autógrafos, para participarem das mesas de debates, para pagamento nos caixas das editoras e livrarias. Nelas podíamos ver de leitores mirins ávidos por HQs da Marvel, gibis da Turma da Mônica e mangás à cosplays exibindo as fantasias de seus personagens favoritos, a Bienal comportou diversos tipos de públicos.
      Além de super heróis e mangás, os vampiros também circularam entre os gostos de leitura das adolescentes. Mariana Silva, 16 anos, gosta de quadrinhos de terror e de romance, ficção e suspense. Ela gosta muito de comprar em sebos, mas não deixa a compra nas livrarias de lado, caso o preço esteja acessível. Na Bienal, percebeu que muitos dos livros que queria comprar estavam mais caros no próprio estande das livrarias e editoras. "Tem muito mais desconto nos sites." 
      Patricia Hiztech, 15 anos, torce o nariz para as sagas Harry Potter e O Senhor dos Anéis, porque considera as histórias muito repetitivas. Nos estandes, procura por romances da literatura norte-americana: "Se eu fico sem ler, fico meio louca", afirma. A estudante, que faz cosplay - vestir-se iguais os personagens das histórias -  há três anos, foi fantasiada da personagem Bella da saga Crepúsculo. Desistiu de comprar alguns livros na Bienal, porque estavam sem desconto. Dedicou então as compras às revistas japonesas e aos mangás de sua preferência que tinham um preço mais interessante.
      Nos estandes especializados na venda de HQs podiam ser filas até para entrar, nos das editoras Comix e da Panini se levava aproximadamente uma hora para alcançar o objetivo, que era de entrar no estande, comprar já era outra história.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

Um comentário:

  1. Saudade da época que eu mofava nas filas dos stands na Bienal! Adorei, beijos

    ResponderExcluir