segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A Bienal para crianças da era digital

Várias atrações diferentes para os pequenos
por: Mayra Corrêa*

Foto: Mayra Corrêa
Nada melhor para incentivar a leitura que um computador, certo? As mães discordam, mas inúmeras áreas interativas mudaram a visão de várias crianças esse ano. Na Bienal do livro, além das leituras de livros, as crianças do século XXI sentiram em casa. Ou no mundo da internet, melhor dizendo.
Cristiane da Costa levou seu filho para o evento apesar dele não gostar muito de ler. A mãe, que é professora, lê de tudo e acha que o evento estava inspirando o leitor que havia no pequeno. Eles aproveitaram tudo apesar dela não ter gostado da organização da Bienal esse ano, que, segundo Cristiane, deixou tudo muito tumultuado e foi pior que nos anos anteriores. Marcelo Pacheco, DJ e pai, diz “coisas que façam a criança se interessar são sempre importante”.
A atração mais querida é a Maré de Livros, um espaço com uma máquina de escrever gigante que só utiliza emoticons, símbolos que quando juntados demonstram uma expressão facial e consequentemente um sentimento do locutor. Os emoticons já eram entendidos por toda a garotada apesar de muitos ainda nem saberem ler.
A Secretaria de Cultura e de Educação do Rio de Janeiro criou um stand em que crianças e adultos poderiam usar furos na parede e fios para desenhar e escrever o que quisessem. Essa possibilidade de comunicação encantou a todos que tentavam deixar sua marca na parede feita de papel de livros.
Algumas editoras infantis foram longe e trouxeram essa possibilidade de interatividade para seus stands. Em uma crianças brincavam em volta da webcam do laptop e apareciam na televisão ao lado. O diferente é que em frente do laptop havia um livro aberto e a imagem que as crianças viam na tela da tevê era a delas com um dos personagem do livro, que dançavam e interagiam com elas.
O policial Cesar Alexandre estava com a filha nesse stand parecia inspirado com a iniciativa da editora: “[isso é] educação avançada e de última geração”. Ele acha que isso consolida o hábito da leitura. É ótimo conciliar literatura e ferramentas digitais, mas “quando dá”, ressalva.

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

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