quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Os encantados fãs de Anne Rice

Amantes de aventuras se reúnem na Bienal para esperar autora
  por: Mayra Corrêa*



               Foto: Mayra Corrêa

               Foto: Cecília Queiroz

Quando Howard Allen O'Brien tinha dezesseis anos e não devia imaginar que pouco antes de completar 70 anos iria se apresentar num evento de literatura no Rio de Janeiro, Brasil. A jovem americana não podia prever que mudaria profundamente a história da literatura em 1976 com Entrevista de um Vampiro. Mas desde aquela época ela já mostrava personalidade escolhia outro primeiro nome para ser chamada, “Anne”.
            Dezesseis anos foi a idade que Juliana Rocha começou a ler os livros de Anne Rice. Na última quarta-feira, agora com 27 anos, a professora inglês encontrava-se sentada no chão com várias pessoas. Todos caracterizados da moda “underground”, de preto, prata e muitos detalhes góticos. “Foto? Só um minuto. O óculos.” exclamou uma das fãs puxando o óculos escuro antes de nosso clique. Passariam por um grupo amante de qualquer literatura moderna sobre vampiros, mas eles estavam no dia certo da Bienal e Juliana levantava uma folha de papel que chamava atenção para o grupo. Na folha estava escrito o motivo para eles estarem ali: Anne Rice.
            Fãs da autora combinaram pela internet aquele como o local de encontro deles. Todos faziam parte de fóruns online e esperavam ansiosamente a chegada de Rice e torciam para ter a chance de ver e poder falar com ela.
            Juliana conta que começou lendo “Crônicas Vampirescas”, série de livros mais conhecidos da escritora, incentivada pela tia. O primeiro livro dessa coletânea é Entrevista Com Vampiro virou ícone para toda uma geração. O vampiro imortalizado por Brad Pitt, Louis, na versão cinematográfica do livro faz até hoje uma legião de fãs suspirarem. Não só pelo ator, mas pela sensibilidade e escuridão que sua criadora teve o cuidado de criar nele.
            “Quando comecei a ler, o que me chamava a atenção era a aura de mistério. Gostava desse tipo de literatura.” comenta a professora de inglês “Os motivos mudaram, não é mais a mesma coisa. Agora, gosto como ela aborda as questões humana”.
            Ela adorou saber que o lançamento do segundo livro da série De Amor e Maldade cairia no feriado, pois não teria que trabalhar. Mas confessou que tentaria trocar o dia com uma colega, pois não poderia perder a oportunidade de vê-la. Se tivesse uma única pergunta para fazer a sua autora predileta seria: Como ela pensa que seria sua vida se não tivesse essa inspiração toda?
            De certa forma, Anne respondeu sua pergunta naquela noite, “Com a imortalidade lúdica, fui inspirada a escrever sobre vampiros. Eu vi um mundo através deles, e encontrei uma metáfora perfeita para escrever sobre pessoas afastadas da sociedade como eu. Foi mais uma intuição, não imaginava que escreveria tantos outros livros depois daquele” afirmou.
            Nenhum fã se surpreende tanto quanto a autora. Eles sabem o poder de sua escrita, afinal de contas, todos parecem absolutamente encantados por ela, suas fantasias e aventuras.

Mais sobre Anne Rice: http://www.annerice.com


*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Universidade Candido Mendes - Tijuca e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

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