quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A cansativa missão de nossa repórter na Bienal, mas com final feliz

     Desorganização e superlotação; um capítulo à parte no evento literário                                                                                                                  
                                                                           * por Iara Pinheiro de Oliveira
Foto: Divulgação
Corredores lotados e falta de informação marcam Bienal 
No início do dia, achei que esta seria a pior experiência da minha vida. Logo que cheguei ao Riocentro tive grandes dificuldades em encontrar a entrada correta. Pedia orientação aos seguranças, mas parecia que eles sabiam menos do que eu. Quando, enfim, consegui entrar fui até o guichê de credenciamento de imprensa. Lá chegando, fui informada pelo responsável que não havia credencial para o meu veículo. Ele foi de uma educação exemplar e se desculpou de todas as maneiras possíveis, mas não podia me ajudar. Nesse momento pensei em ir embora, afinal não iria conseguir fazer minha reportagem sem um trânsito livre para imprensa apropriado. Mas essa não seria eu. Cheguei com o objetivo de fazer uma matéria e só sairia de lá com a meta alcançada. Fui até a fila para comprar o ingresso. Fui engolida por um mar de gente que acabara de "invadir" o evento.
 Segui na fila. Seguiu-se a desorganização e o desentendimento entre os funcionários. Eles tinham muita dificuldade em manter organizada toda aquela multidão. Consegui entrar na Bienal!  Lugar totalmente lotado, fila para tudo quanto era lado e, claro, uma desorganização sem fim. As pessoas envolvidas no evento quase não eram vistas e, quando dava a sorte de cruzar com alguma eu pedia informação, mas ninguém sabia me atender com precisão. Eu tentava, em vão, entrar nos estandes das livrarias abarrotadas de gente. Missão impossível. Resolvi almoçar. Maldita decisão. Mais fila. Mais confusão. Mais desorganização. Depois de muito esperar, comprei meu almoço. R$24 por um prato de estrogonofe e uma lata de refrigerante. Esperei 20 minutos em pé por uma mesa. Quando sentei para comer, a comida havia esfriado, era de se esperar. Tive que engolir a comida, pois outras pessoas rodeavam minha mesa para conseguirem uma vaga e fazerem suas refeições. Levantei decidida a ir embora, mas antes precisava ir ao banheiro. Mais uma vez, maldita decisão, maldita necessidade fisiológica! FILA! Saí do banheiro, avistei a Livraria da Travessa, olhos brilhando. Estava superlotada, olhos lacrimejando. Segui andando. Um espaço da Petrobras me chamou a atenção. O tema era "Muitas histórias para contar".  Eles tinham planos de fundo e fantasias para com isso fazerem um vídeo das pessoas. Resolvi experimentar, eu era a única adulta, tirando os funcionários, participando dessa atividade. O vídeo era feito com frames, ou seja, todos oe meus movimentos eram fotografados. Depois, um técnico responsável usava as fotos e fazia um filme. O nome da técnica é stop motion. Como no cinema mudo, contei uma história usando apenas gestos. Quando acabou ganhei um pequeno papel com o endereço do video, para fazer o download e postar onde quiser.
Fiquei duas boas horas nessa "brincadeira" e segui para a saída. Chegando no ônibus lotado, fiquei pensando nas crianças - não eram poucas - presentes na Bienal. Se eu adulta,  independente e com uma estatura relativamente boa sofri com uma multidão me espremendo a todo instante, imagine os pequenos? Querem saber? Os pequenos estavam se divertindo a torto e a direito, com o Ziraldo todinho para eles! Bagunça e empurra-empurra para eles era festa! Isso fez minha cara enfezada e cansada esboçar um sorriso.  Foi um dia de muito cansaço, dor nos pés e estresse, mas é sempre bom ter uma história para contar e crianças por perto.
Definitivamente, foi o melhor e mais cansativo dia da minha vida!

*Aluna da eletiva Cobertura Jornalística de Grandes Eventos, Faculdade Pinheiro Guimarães e repórter na cobertura da Bienal do Livro 2011.

5 comentários:

  1. Adorei sua cobertuta queridona.. Beijooos Juliana Agda.

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  3. Megy! Que orgulho! Sua cara esta reportagem... Parabéns! =)
    Mas eu não ficaria nada feliz com esta desorganização... Um estresse a mais para mim. Tenho muita vontade de ir um dia na Bienal, mas só vou quando for um evento prazeroso de verdade!

    Bjinhos!

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  4. Lembrando que isso não é todos os dias, pois fui no domingo e estava tranquilo até para ir ao banheiro, um sanduba com refri e batata saiu a R$ 12,00, com mesa sobrando.
    Mas adorei sua reportagem e aventura nas filas!
    Só faltou falar das novidades em forma de livro! rs

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  5. Adorei a matéria irmã, tem muito futuro!
    beijos, Bruno Pinheiro

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